Envolto Pelas Trevas
Toda a minha vida vivi a pensar no futuro, o que toda a gente esperava de mim, supostamente, tentando criar um melhor futuro! Deixando tudo para trás, até a minha própria vida, fui em busca de algo que achava ser correcto, ou o que apenas me faziam ver que era correcto! Que consegui eu com isto? Apenas um profundo desconhecimento de mim próprio, mergulhando-me sem aperceber, num mundo de medo e frustração!
Cada vez mais encaro a vida como um momento presente, sem sequer olhar para trás ou pensar no futuro. Farto de viver no medo e no meu esconderijo, longe de tudo e de todos, quero finalmente viver. Sinto-me cada vez mais a entrar numa profunda agonia, onde apenas sinto vontade de gritar e fugir, dizer ao mundo o que realmente sinto e o que sou…
Tarde demais, descobri que criei uma segunda pele, uma segunda face, que por mais que tenta não me consigo libertar, porque finalmente descobri o meu próprio eu (ou pelo menos tenho vindo a tentar descobrir ao longo de todos estes anos), mas um eu que ninguém compreende ou sequer pensa entender. As aparências iludem? Nem imaginam o quanto isso é verdade. Não porque assim o quis, mas porque fui forçado a esconder-me de forma a não sofrer (mais ainda).
Sempre que abandono o meu refúgio, o esconderijo em que fui obrigado a esconder-me, sinto uma enorme inquietação e preocupação com o meu próprio futuro. É triste encarar o preconceito nos olhos das outras pessoas. Simplesmente não quero que o meu futuro esteja dependente das outras pessoas, algo que já o é, devido à incorrecta mentalidade de todos os que me rodeiam, mesmo de todo a sociedade. Será que não posso viver a minha própria vida sem que as pessoas me olhem de lado? O medo diz-me que não, porque apesar de ninguém saber o meu profundo segredo, segredo ao qual não me sinto psicologicamente preparado para o assumir, consigo percebê-lo nos olhos das outras pessoas e em tudo o que assisto ao longo de toda a minha vida!
Este inferno está longe de estar no fim, e apesar de saber que necessitarei de forças para combater (uma batalha sem fim), sinto-me fraco para o fazer…
Afinal a minha vida resume-se, simplesmente, ao que os outros pensam de mim, ao julgamento das outras pessoas! Mas para que necessito eu das outras pessoas? Por vezes a ignorância é mais forte do que aquilo que podemos esperar, porque as palavras também ferem, mais profundamente do que qualquer acto de violência que se possa sofrer. É isto que pretendo evitar, mas não adianta, por mais que sejam as minhas forças, esta missão demonstrou-se ser impossível porque sempre que abordo discretamente este assunto (o próprio eu que ninguém conhece), percebo logo nas atitudes das pessoas uma enorme crueldade que me faz recuar e que me fere interiormente, reforçando os meus medos e inquietações.
Cada vez mais encaro a vida como um momento presente, sem sequer olhar para trás ou pensar no futuro. Farto de viver no medo e no meu esconderijo, longe de tudo e de todos, quero finalmente viver. Sinto-me cada vez mais a entrar numa profunda agonia, onde apenas sinto vontade de gritar e fugir, dizer ao mundo o que realmente sinto e o que sou…
Tarde demais, descobri que criei uma segunda pele, uma segunda face, que por mais que tenta não me consigo libertar, porque finalmente descobri o meu próprio eu (ou pelo menos tenho vindo a tentar descobrir ao longo de todos estes anos), mas um eu que ninguém compreende ou sequer pensa entender. As aparências iludem? Nem imaginam o quanto isso é verdade. Não porque assim o quis, mas porque fui forçado a esconder-me de forma a não sofrer (mais ainda).
Sempre que abandono o meu refúgio, o esconderijo em que fui obrigado a esconder-me, sinto uma enorme inquietação e preocupação com o meu próprio futuro. É triste encarar o preconceito nos olhos das outras pessoas. Simplesmente não quero que o meu futuro esteja dependente das outras pessoas, algo que já o é, devido à incorrecta mentalidade de todos os que me rodeiam, mesmo de todo a sociedade. Será que não posso viver a minha própria vida sem que as pessoas me olhem de lado? O medo diz-me que não, porque apesar de ninguém saber o meu profundo segredo, segredo ao qual não me sinto psicologicamente preparado para o assumir, consigo percebê-lo nos olhos das outras pessoas e em tudo o que assisto ao longo de toda a minha vida!
Este inferno está longe de estar no fim, e apesar de saber que necessitarei de forças para combater (uma batalha sem fim), sinto-me fraco para o fazer…
Afinal a minha vida resume-se, simplesmente, ao que os outros pensam de mim, ao julgamento das outras pessoas! Mas para que necessito eu das outras pessoas? Por vezes a ignorância é mais forte do que aquilo que podemos esperar, porque as palavras também ferem, mais profundamente do que qualquer acto de violência que se possa sofrer. É isto que pretendo evitar, mas não adianta, por mais que sejam as minhas forças, esta missão demonstrou-se ser impossível porque sempre que abordo discretamente este assunto (o próprio eu que ninguém conhece), percebo logo nas atitudes das pessoas uma enorme crueldade que me faz recuar e que me fere interiormente, reforçando os meus medos e inquietações.
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